BRISA MARINHA, poema de Stéphane Mallarmé en versión galego-portuguesa de André Da Ponte

STÉPHANE MALLARMÉ

1842 – 1898

            Étienne Mallarmé, conhecido como Stéphane Mallarmé, nasceu em Paris em 18 de março de 1842. O poeta perdeu a mãe quanto apenas tinha cinco anos com o que foi criado pola sua avó.

            Admirador de Théophile Gautier, Charles Baudelaire e Théodore de Banville, Stéphane Mallarmé publicou os seus primeiros versos em 1862. Professor de inglês por necessidade vital, foi nomeado professor desta língua em setembro de 1863 no colégio Tournon-sur-Rhône em Ardèche («que inclui as duas palavras às quais dediquei a minha vida: Art, Dèche») e permaneceu em Besançon e Avignon, antes de voltar a Paris em 1871. Foi então quando se juntou a autores como Paul Verlaine, Émile Zola, Catulle Mendès, ou Auguste de Villiers de L’Isle-Adam e artistas como Edouard Manet, que pintou o seu retrato em 1876.

            Encontrou-se com dificuldades no seu trabalho como professor (era escarnecido polos seus alunos), mas levou uma vida familiar pacífica, pontuada por dificuldades financeiras e um fundo pesar, especialmente pola morte de seu filho Anatole em 1879 aos oito anos de idade. Escreveu poemas extremamente elaborados e recebeu os seus amigos poetas e romancistas durante as terças-feiras na rua de Roma ou na sua casa de campo, em Valvins, perto de Fontainebleau, onde morreu em 9 de setembro de 1898 aos 56 anos de idade.

            Atraído pola estética da arte pola arte, colaborou no Parnasso Contemporâneo desde 1866. Com efeito, o primeiro fascículo do Parnasse Contemporaine contém dez dos seus poemas. [Quem ter curiosidade pode ler esta fulcral edição francesa nesta ligação:https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k199820].  A sua obra tornou-se um esforço colossal na busca por superar o seu sentimento de impotência ligado a um estado depressivo, na diligência da pura beleza que ao seu entender é só criação da arte: «o mundo é feito para fornecer um belo livro». Tentou levar a cabo uma obra ambiciosa que retrabalhará por muito tempo como mostra o seu magno poema inacabado Herodiades (1864-1887) ou A Tarde dum Fauno (1865-1876), da qual Claude Debussy irá compor uma das suas mais famosas obras sinfônicas em 1892-1894). Deste poema Paul Valéry tem escrito que é o mais grande poema já escrito por autor francês. Admirador de Edgar Allan Poe, traduziu O Corvo (1845), que foi publicado em 1875 com ilustrações de Edward Manet, e escreveu o célebre soneto ao Túmulo de Poe em 1876 que, traduzido por mim, pode ser lido em CulturaliaGZ aquí: http://culturaliagz.com/?s=Mallarm%C3%A9 .

            Em 1887, publicou uma edição dos seus poemas que mostram a sua pesquisa estilística, como o «Soneto en X» (em duas versões e que tentarei traduzir para colocar cá), ou o soneto em octosílabos «A renda é abolida». O ponto culminante dessa ambição do poema absoluto aparece no poema gráfico de 1897 «Um golpe de dados nunca abolirá o acaso». Essa busca por uma expressão densa em direção à pureza valeu-lhe, entretanto, desde o começo, o oprobrioso termo de hermético, intrincado, escuro, que permanece ligado à arte mallarmeana.

            A fama de Stéphane Mallarmé consolida-se ainda mais em 1884, quando Paul Verlaine inscreve-o na série de poetas malditos num longo escrito sobre Mallarmé (“Les Poètes maudits” teve uma segunda edição aumentada nesse mesmo ano e ainda uma terceira acrescentada e ilustrada em 1888) [pode se aceder ao texto nesta ligação: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k72580r], onde é descrito como o portador da modernidade e próximo das vanguardas na arte e na literatura. Foi reconhecido como mestre polas gerações poéticas mais jovens, de Henri de Regnier  até os simbolistas e Paul Valéry. Assim, empenhado num ambicioso trabalho poético (talvez por isso a sua obra mestra, Hérodiade, ficou sem poder ser acabada), Stéphane Mallarmé é iniciador na segunda metade do século XIX duma renovação da poesia que é culminação à vez que superação do simbolismo, cuja influência ainda se ressente nos poetas contemporâneos como Yves Bonnefoy (Tours, 24 de junho de 1923 ─ Paris, 1 de julho de 2016).

            Em 8 de setembro de 1898, Mallarmé sofreu um espasmo da laringe que não conseguiu curar. Na mesma noite, mandou numa carta para sua esposa e filha para serem destruidos os seus papéis e notas, declarando: «Não existe legado literário aí …», no mesmo proceder que teve o grande romancista Franz Kafka ou, entre nós, Rosalia de Castro. Na manhã seguinte, vítima da enfermidade,  morreu nos braços do seu médico, na presença de sua esposa e filha. Está enterrado ao lado de seu filho Anatole no cemitério de Samoreau, perto de Valvins.

            O texto do poema em francês foi tirado da edição “Poésies”, Bookking International, Paris, página 31.

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BRISA MARINHA

A carne é triste, ai! e eu li todos os livros.

Escapar! lá, fugir! Sinto que os pássaros são ébrios

De se abandonar à espuma e aos imensos céus!

Nada, nem os antigos jardins refletidos nos olhos

Vão impedir este coração se submergir no mar

Ó noites! nem a luminosidade deserta da minha lâmpada

No papel vazio que a brancura anseia

E nem a jovem amamentando seu filho.

Partirei! Vapor balançando teus mastros,

Ergue a âncora para uma exótica natureza!

Tédio, desculpe polas esperanças cruéis,

Ainda crê no supremo adeus dos lenços!

E, talvez, os mastros, convidando tempestades,

São daqueles que um vento faz romper-se sobre os naufrágios

Perdido, sem mastros, sem mastros ou ilhotas férteis …

Mas, oh meu coração, escuita o canto dos marinheiros!

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STÉPHANE MALLARMÉ
1842 – 1898

BRISE MARINE

La chair est triste, hélas ! et j’ai lu tous les livres.
Fuir ! là-bas fuir! Je sens que des oiseaux sont ivres
D’être parmi l’écume inconnue et les cieux !
Rien, ni les vieux jardins reflétés par les yeux
Ne retiendra ce coeur qui dans la mer se trempe
Ô nuits ! ni la clarté déserte de ma lampe
Sur le vide papier que la blancheur défend
Et ni la jeune femme allaitant son enfant.
Je partirai ! Steamer balançant ta mâture,
Lève l’ancre pour une exotique nature !

Un Ennui, désolé par les cruels espoirs,
Croit encore à l’adieu suprême des mouchoirs !
Et, peut-être, les mâts, invitant les orages,
Sont-ils de ceux qu’un vent penche sur les naufrages
Perdus, sans mâts, sans mâts, ni fertiles îlots …
Mais, ô mon coeur, entends le chant des matelots !

Foto de Mallarmé na Rua Roma em 1894:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ee/St%C3%A9phane_Mallarm%C3%A9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95.jpg/1280px-St%C3%A9phane_Mallarm%C3%A9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95.jpg

Certame de Microrrelatos DÍA DO LIBRO 2019

CERTAME DE MICRORRELATOS DÍA DO LIBRO 2019
O Concello de Vilalba, coa colaboración de Culturalia GZ, organizan un concurso de microrrelatos que ten como obxectivo conmemorar o Día do Libro 2019 e asemade fomentar na poboación o achegamento á lectura literaria.

BASES

  1. Participación
    a) Poderán concursar todas as persoas que o desexen, calquera que sexa a súa nacionalidade.
    b) Os menores de idade deberán acompañar o microrrelato dunha autorización do pai, nai ou titor/a legal.
  2. Sobre os textos/microrrelatos
    a) Os relatos deberán estar escritos en lingua galega, ser orixinais e inéditos feito do que se responsabilizará o/a autor/a do mesmo.
    b) O tema dos microrrelatos é libre e deberá conter, polo menos unha vez, a palabra libro no corpo do microrrelato.
    c) Cada participante poderá presentar un máximo dun microrrelato.
    d) As obras terán como máximo 100 palabras (título incluído).
    e) Os textos presentaranse co seguinte formato: .docx, Arial, 12 puntos, interliñado 1,15.
  3. Normas sobre o envío de textos
    a) Os microrrelatos enviaranse por correo electrónico ao seguinte enderezo do Concello de Vilalba: patriciateijeiro@vilalba.es
    b) No correo deberá figurar como asunto: Certame de microrrelatos. Infantil/Xuvenil/Adultos (a categoría que corresponda, as cales se detallan no punto 5), e acompañarase de dous documentos (A e B) en formato .docx.
  • Documento A. Nomearase co Título do microrrelato e conterá o texto do microrrelato sen sinatura e baixo un pseudónimo.
  • Documento B. Nomearase do seguinte xeito: Título do microrrelato-Pseudónimo, e conterá os datos persoais da persoa concursante: nome e apelidos, enderezo postal, correo electrónico, teléfono e copia dixital do DNI.
    c) No caso de que o/a concursante sexa menor de idade, xuntarase a maiores unha autorización asinada polo pai, a nai ou o/a titor/a legal cos seus datos correspondentes na que se indique que autorizan á participación e posterior publicación dos datos persoais dos menores, así como, á difusión dos microrrelatos e fotografías de ditos participantes coa única finalidade de darlle publicidade ó certame. Cada participante menor de idade entregará esta autorización debendo usar o modelo que aparece no ANEXO recollido a continuación das bases destes certame (en pdf editable).
    d) Os relatos recibidos sen identificación ou con identificación incompleta quedarán automaticamente eliminados do concurso.
  1. Período de presentación
    O prazo para a presentación de textos estará aberto desde as 00:01 horas do 3 de abril ata as 23:59 horas do 3 de maio de 2019.
  2. Categorías
    Establécense tres categorías
    Infantil: ata 11 anos
    Xuvenil: de 12 a 17 anos
    Adultos/as: a partir dos 18 anos
  3. Premios
    a) Distribuiranse tres premios por cada unha das categorías
    Infantil
  • Primeiro premio: diploma, figura conmemorativa, lote de libros e material escolar.
  • Segundo premio: diploma, figura conmemorativa e lote de libros.
  • Terceiro premio: diploma, figura conmemorativa e lote de libros.
    Xuvenil
  • Primeiro premio: diploma, figura conmemorativa, lote de libros e tablet.
  • Segundo premio: diploma,figura conmemorativa e lote de libros.
  • Terceiro premio: diploma, figura conmemorativa e lote de libros.
    Persoas adultas
  • Primeiro premio: diploma, figura conmemorativa, lote de libros e 300 euros.
  • Segundo premio: diploma, figura conmemorativa, lote de libros e 200 euros.
  • Terceiro premio: diploma, figura conmemorativa, lote de libros e 100 euros.
  1. Xurado
    a) O xurado estará formado por tres membros designados previamente e vencellados ós eidos da cultura e da educación. Terá facultades plenas para decidir as persoas gañadoras e a súa decisión será inapelable. Poderá declarar deserto algún dos premios se así o considera. A composición deste farase pública canda a resolución do premio.
    b) O xurado reserva para si o dereito a non admitir aqueles microrrelatos que atenten contra os dereitos á intimidade, á honra e á propia imaxe de terceiros ou que conteñan, a modo enunciativo pero non limitativo, connotacións racistas, sexistas e/ou discriminatorias, comentarios obscenos, difamatorios ou calquera outros que atenten
    contra a dignidade e/ou a orde pública.
  2. Comunicación do resultado do certame
    a) A decisión do xurado darase a coñecer o día 7 de maio de 2019 a través das páxinas web das entidades convocantes, www.vilalba.org e www.culturaliagz.com, e nas súas redes sociais, así como, o nome dos seus integrantes. Debe advertirse que só que coñecerá a identidade dos participantes unha vez que o xurado teña tomado a súa deliberación final.
    b) A organización comunicará mediante chamada telefónica os premios ás persoas gañadoras no mesmo día da resolución do certame por parte do xurado.
  3. Entrega de premios
    A cerimonia de entrega de premios ás persoas gañadores realizarase nun acto que terá lugar na Casa da Cultura de Vilalba o 10 de maio de 2019. Acto ao que serán convidados/-as os/as premiados/-as, ou persoa en quen deleguen, para recoller os seus galardóns. Neste acto, darase lectura ós microrrelatos gañadores.
  4. Publicación
    a) A organización do certame publicará os microrrelatos gañadores nas súas páxinas web, www.vilalba.org e www.culturaliagz.com, a partir da semana seguinte á entrega de premios para que poidan ser lidos polas persoas que o desexen. Coa participación neste certame, os/as responsables destes microrrelatos autorizan ó Concello de Vilaba
    e a Culturalia GZ á difusión dos mesmos é a do nome do seu creador/a na súa páxina web e/ou ou nos medios que consideren oportunos. No caso dos participantes menores de idade, achegarán a devandita autorización do pai, da nai ou do titor/a legal. A organización respectará, en todo caso, os dereitos morais que os/as autores/as posúan sobre as súas obras.
    b) Os microrrelatos que non obteñen ningún tipo de premio, destruiranse unha vez rematado o certame.
  5. Tratamento de datos persoais
    En cumprimento do previsto na Lei Orgánica 15/1999, de 13 de decembro, de Protección de Datos de Carácter Persoal (LOPD) e o Real Decreto 1720/2007, de 21 de decembro, polo que se aproba o Regulamento de desenvolvemento da LOPD, os datos das persoas participantes serán incorporados a un ficheiro responsabilidade de
    do Concello de Vilalba, coa única finalidade de xestionar os premios desta promoción e de contactar coas persoas gañadoras para enviarlles os premios. En ningún momento se empregará esta información para ulteriores promocións.
    Os autores e autoras poderán exercer os seus dereitos de acceso, rectificación, oposición e cancelación dirixíndose ás oficinas do Concello coa súa solicitude de fotocopia do DNI.
    O Concello de Vilalba comprométese a tratar en todo momento os seus datos de carácter persoal de forma absolutamente confidencial e de acordo coas finalidades previstas nas presentes bases.
  6. Observacións
    a) A organización do certame ten a capacidade de decidir sobre a interpretación das bases en última instancia ou sobre a súa modificación en caso de erro sendo a súa decisión inapelable.
    b) O certame poderá declararse deserto se os microrrelatos participantes non acadan a calidade necesaria, segundo o criterio do xurado.
    c) O feito de participar neste certame implica a total aceptación das súas bases.

Descargar Bases e Autorización

O Galician Film Forum de Londres celebra a súa décima edición

Galician Film Forum celebra a súa décima edición coa estrea de ‘Tódalas mulleres que coñezo’ no Reino Unido e coa proxección de ‘Matria’ (Enlace á nota de prensa)

●      ‘Tódalas mulleres que coñezo’, de Xiana do Teixeiro, é un documental sobre espazo público, xénero e violencia que se articula arredor de tres conversas

●      ‘Matria’, de Álvaro Gago, é unha curtametraxe multipremiada sobre a incomunicación e o falso mito do matriarcado galego

●      A cita será o venres 5 de abril, a partir das 19 horas, no King´s College London, con entrada gratuíta

●      Ao rematar a proxección haberá un coloquio con Álvaro Gago, presente no evento

O Galician Film Forum (GFF) celebrará a súa décima edición cun programa dobre que incluirá a estrea no Reino Unido do documental Tódalas mulleres que coñezo, de Xiana do Texeiro, e a proxección da curtametraxe Matria, de Álvaro Gago. A actividade terá lugar o venres, 5 de abril, na universidade King´s College London [19 h, Edmond J Safra Theatre, Strand Campus, WC2R 2LS]. Ademais, tras as proxeccións o público terá a oportunidade de manter un coloquio con Álvaro Gago, que se desprazará a Londres para participar nesta edición.

Coma decote, ambas as dúas obras proxectaranse en versión orixinal con subtítulos en inglés e o encontro celebrarase en inglés e mais en galego. A entrada do evento é gratuíta, mais cómpre reservala con antelación neste enlace. Esta edición do GFF conta co apoio do Departamento de Spanish, Portuguese and Latin American Studies do King´s College London, co patrocinio de ABANCA e coa colaboración da Oficina para Asuntos Culturais e Científicos da Embaixada de España en Londres.

O documental Tódalas mulleres que coñezo recolle tres discusións interconectadas sobre violencia, xénero e espazo público. Na primeira delas, cinco amigas comparten vivencias nunha conversa íntima que se grava e amosa nunha xuntanza de mulleres e, máis tarde, nunha clase de bacharelato. O resultado final son tres conversas femininas de distintas xeracións que comparten experiencias e sensacións sobre espazo público, xénero e violencia.

Con este particular diálogo sobre o diálogo rodado en branco e negro, a directora busca articular un discurso sobre o medo que non fomente o medo, un discurso sobre a violencia que non resulte violento. Unha historia, en definitiva, de sororidade universal que persegue, á súa vez, alentar novas conversas tras o seu visionado.

Dende a súa estrea, o documental de Xiana do Teixeiro proxectouse en numerosos festivais nacionais e no Cinespaña de Toulouse. Entre os galardóns que obtivo figuran o Premio do Público de Primavera do Cine de Vigo, o Premio do Público e o Premio DOCMA de Alcances – Festival de Cinema Documental de Cádiz, e o Premio Screenly de Documenta Madrid. Tamén conseguiu a Special Mention Feature Doc do Evolution Mallorca International Film Festival e a Mención especial do xurado de OUFF – Festival de Cinema Internacional de Ourense.

Premio en Sundance

Pola súa banda, Matria chega ao GFF co aval que supón ser un dos títulos máis recoñecidos do audiovisual galego, con galardóns tan destacados como o Gran Premio do Xurado do Festival de Sundance, o de mellor curtametraxe española da Seminci de Valladolid ou os premios á mellor película e actriz obtidos en Alcine, o Festival Internacional de Alcalá de Henares, por citarmos algúns dos máis de sesenta que logrou no seu triunfal percorrido por festivais nacionais e internacionais.

Un impresionante palmarés para unha obra sobre a incomunicación que desmonta o mito do matriarcado en Galicia a través dun día na vida de Ramona, traballadora dunha conserveira. A cámara segue a protagonista amosando de xeito case documental os elementos da súa rutina cotiá: o cansazo, a incomunicación no traballo e no fogar e o refuxio na complicidade coa súa filla e mais a súa neta.

Os directores

Xiana do Teixeiro é unha cineasta interesada no relato íntimo, a identidade, a construción do xénero e a ecoloxía. Tamén é doutora e investigadora en Comunicación Audiovisual, creadora, produtora musical e cofundadora da produtora Walkie Talkie Films. Con Estrada dunha soa dirección gañou o Proxecto X Films do Festival Punto de Vista 2015 (Navarra). Actualmente está inmersa en Proxecto Diario, unha investigación artística e película en produción sobre o diario íntimo feminino adolescente. Tódalas mulleres que coñezo (2018) é a súa primeira longametraxe.

Álvaro Gago estudou Comunicación Audiovisual e Piano en Galicia antes de se mudar a Chicago, onde se formou en actuación e dirección de teatro na North Park University. Máis tarde trasladouse a Londres, onde se graduou na London Film School coa curta Curricán (2013). Profesionalmente, compaxina a súa faceta de director coa montaxe e a docencia de cinema. Recentemente acaba de rematar a rodaxe da súa nova curta, 16 de decembro, e está a preparar o guión da súa primeira longametraxe.

Galician Film Forum

O GFF naceu no 2015 no seo dun grupo de galegos emigrados a Londres co obxectivo de crear un espazo para a difusión do cinema galego na capital británica. A súa actividade articúlase en tres eixes: como plataforma de exhibición, como observatorio da nova diáspora creativa audiovisual no Reino Unido e como espazo de reflexión sobre o cinema e a cultura galega en termos universais.

·       Entradas: ttps://gff10.eventbrite.co.uk

·       Tráiler Tódalas as mulleres que coñezo: https://vimeo.com/259662483

·       Tráiler Matria: https://vimeo.com/236112975

I Ciclo de Cine Galego de Castiñeiro Milenario

Vimos de presentar o I Ciclo de Cine Galego organizado por Castiñeiro Milenario.  Neste Ciclo poderemos gozar da proxección de catro filmes de temática variada, pero que en todos os casos ten unha forte implicación social. Cine no que poderemos ver como eran aqueles mariñeiros que embarcaban e levaban a nosa música tradicional polos confíns do mundo; como un caso de corrupción e de explotación feminina fai tremer toda unha sociedade como a lucense co Caso Carioca, tan de actualidade estes días; como uns mozos chegan a unha pequena parroquia galega para intentar coñecer a súa profunda idiosincracia e para rematar, poder coñecer ao gran Camilo de Dios, unha personaxe loitadora pola liberdade e polo recoñecemento da memoria histórica.

Catro películas que chegan a Begonte, grazas á xenerosidade dos directores e directoras que as fixeron e que non puxeron nin un só atranco para a súa proxección.

Estades convidad@s a esta nova andaina cultural de Castiñeiro, agardando que sirva para gozar do cine, para falar de cine e da realidade que nos trasmiten estes catro filmes: Dos Gaiteiros do mar de Xurxo Souto e Martín Rodas; Benvidas ao Club de Carmen Granxeiro; Entrar aos Vilares de Cibrán Tenreiro e Camilo, o último guerrilleiro de Alba Sánchez.

Toda a información sobre as películas, datas e lugares de proxección está no nosa páxina: https://castinheiromilenario.wordpress.com/2019/03/27/i-ciclo-de-cine-galego/

AC Castiñeiro Milenario
Pacios, 85 27373 Begonte
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Poema de Guido Guinizelli, versión galego-portuguesa de André Da Ponte

GUIDO GUINIZELLI

            (Bolonha, entre 1230 e 1240 – Monselice, 1276) foi um poeta italiano. Filho de juiz proveniente duma família nobre, os Principi, seguiu o conselho de seu pai e, depois de concluir os seus estudos de direito na Universidade de Bolonha, dedicou-se à profissão jurídica na cidade de Castelfranco Emilia, enquanto participava da vida política da cidade dividida entre Guelfos (defensores das liberdades comunais e apoiados polo Papa), liderados polos Lambertazzi  e os Gibelinos (seguidores do Imperador do Sacro Império Romano-Germânico) que estavam sob o comando dos Geremei. Tornou-se um alto funcionário, mas em 1274, quando a vitória dos Guelfos aconteceu, sendo gibelino deve ir para o exílio com sua mulher, Bice della Fratta  e o filho, Guiduccio Guinizzelli, em Monselice, perto de Pádua (região do Vêneto), onde ele viria morrer. Guido Cavalcanti considerou-o o seu mestre poético e Dante chamou-o “o pai dos poetas italianos”:

…quand ‘io odo nomar sé stesso il padre

mio e de altri miei miglior che mai

rime d’amor usando dolci e leggiadre…

(Purgatorio, XXVI 97-98).

(…Quando o nome essas vozes declararam

Do pai meu e do pai doutros melhores

Que em doce metro amores decantaram…)

Nota.- Tomo a tradução feita em 1888 polo escritor e tradutor brasileiro José Pedro Xabier Pinheiro (12 de outubro de 1822, Salvador, Estado de Bahía – 20 de outubro de 1882,Rio de Janiero, Estado de Rio de Janiero)

            Pai do “Dolce Stil Nuovo” (fórmula consagrada por Dante no canto XXIV do Purgatório da Divina Comédia), apenas restam do seu original Cancioneiro cinco canções e quinze sonetos.

            Este poeta, considerado hoje como arcaico, está mais próximo pola sua temática e métrica dos poetas sicilianos da época do que dos toscanos.

            O aspecto inovador da sua arte origina-se na temática avançada aos poetas toscanos da época. De facto, existe para o poeta, por um lado, uma relação direta entre a nobreza do coração e o amor, e não mais polo nascimento. Por outro lado, a onipotência da irradiação mística da Senhora é apresentada como um reflexo da glória de Deus. Finalmente, podemos falar de uma ruptura formal com a melodia da linguagem, uma sintaxe cristalina sem preciosidade prosódica. A poesia de Guinizzelli, devido ao uso de uma terminologia escolástica, é muito elaborada e nem sempre acessível na primeira leitura. No entanto, permanece um poder revigorante excitado pola sua seiva de imagens, um verdadeiro espelho dos sentimentos humanos.

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Tens tu das flores e verdura

o que de toda a luz é bonito de ver;

brilha mais que o sol a sua figura:

quem não vê, pode-lhe a pena valer.

Neste mundo não existe criatura

tão cheia de beldade ou de prazer;

e quem amores teme, se segura

à sua linda cara que tanto eu querer.

As mulheres que te fazem companhia

assim me deleitam polo teu amor;

e exalto-as pola sua cortesia

que quanto mais puder ter por honor

e cuidado da sua cara senhoria

por causa de tudo tu és a melhor.

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Avete ‘n vo’ li fior’ e la verdura

e ciò che luce ed è bello a vedere;

risplende più che sol vostra figura:

chi vo’ non vede, ma’ non pò valere.

In questo mondo non ha creatura

sì piena di bieltà né di piacere;

e chi d’amor si teme, lu’ assicura

vostro bel vis’a tanto ‘n sé volere.

Le donne che vi fanno compagnia

assa’ mi piaccion per lo vostro amore;

ed i’ le prego per lor cortesia

che qual più può più vi faccia onore

ed aggia cara vostra segnoria,

perché di tutte siete la migliore.

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Imagem: O copo amoroso, pintura de Dante Gabriel Rossetti, 1867:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ef/Dante_Gabriel_Rossetti_-_The_Loving_Cup_-_Google_Art_Project.jpg/800px-Dante_Gabriel_Rossetti_-_The_Loving_Cup_-_Google_Art_Project.jpg

Presentación do libro A FÁBRICA DE TABACOS DA CORUÑA E A FÁBRICA DE MISTOS. FACTORES DE TRANSFORMACIÓN DUNHA CIDADE, de Ana Naseiro Ramudo, na Casa da Cultura de Vilalba

Acto de presentación do libro A fábrica de tabacos da Coruña e a fábrica de mistos. Factores de transformación dunha cidade , de Ana Naseiro Ramudo, que organiza o IESCHA coa colaboración do Concello de Vilalba, e que terá lugar o vindeiro venres, día 5 de abril de 2019, ás 20:30 horas, na Casa da Cultura de Vilalba.

Vexamos cartaz e nota informativa de dito evento cultural.

*Información achegada polo IESCHA.