NON HAI NADA TRAZADO (Xulio Cid Neira)

NON HAI NADA TRAZADO (Xulio Cid Neira)

non hai nada trazado o camiño es ti   non hai sombra nen reflexo non hai forma todo se ergue nídio presente encarnado   con que ferramenta pretendes ascender á cima cavar até o fondo mesmo do cerne eixada piolet   non hai trazo o que andas a precurar...

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IV

IV

Se nalgum dia, logo que de ficar eu no decesso, ouves crepitar as faíscas do lume do meu relembro,   julga, amor, que além do espaço, nas vertigens do silêncio, todo este meu ser dolente há de te seguir querendo.   [Do livro inédito “Sonata dum quebrado...

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III

III

Quanto te quis eu dizer gostaria estar dizendo mas, a minha alma calada só repete como um eco o que já não direi nunca taciturno no silêncio.   Quanto te quis eu dizer é silencioso berro que carpe desconsolado no meu coração opresso.    ...

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II (Inferno)

II (Inferno)

Eu bem sei o que é querer-te e não ter-te mesmo assim como eu te quero.   Como quer a vida a morte, como o tempo quer o tempo.   Como este amar que vai no alto se afundindo nos infernos. [Do livro inédito “Sonata dum quebrado violino”]...

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I (Numa Rua Deserta)

I (Numa Rua Deserta)

Caído sobre a sombra do passado como uma imensa lousa de vazio se comprime no coração e lesa a alma o pretérito tempo preterido. Aguardo a sombra, e tanto aguardo tanto de mim tão assíduo desasido, que, assim, de tal modo, fico assomado na escura vereda onde jaz o...

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