A ÚLTIMA CHAMADA POR TELEFONE
Foi o último alento, o postreiro fio deixando em dor a vida atravessada. Foi um adeus sem adeus duma chamada naquele respirar distante e frio. Percorre-me ainda o corpo um arrepio se penso em tua voz encadeada e sinto que era alegre a tua mirada e sei bem que o...
Fallo do V Certame de poesía en lingua galega “Manuel María”
En San Sebastián, a 3 de xuño de 2017, na sede social da Casa Galicia en Gipuzkoa, reunidos os membros do xurado: Don Xosé Estévez, Dona Rosalía Ferreiro e Dona Ana Bastos e, actuando como secretario sen voz nen voto, Don Manuel Gómez; acordan que os premiados do V...
RECANTOS DA MEMÓRIA
Nos campos da soidade minha ferida errante e sem consolo vai calada, perseguindo a sombra duma pegada que nutra e reconforte a minha vida. A chama nas lembranças estendida mantém ainda a esperança ousada e amar resignado é a aguilhada que punçoa a minha alma...
Soño
O sono encheu os meus ollos e durmínme, nas pólas da primavera temperán abalada polos versos dun poema, e durmín saboreando a felicidade nos meus beizos, envolta na maxia da poesía, nese bico pendurado dunha ilusión... e durmínme, e os meus ollos pechados seguen a...
MEDITAÇÃO
Quem lhe há dar ao coração um só minuto antes da mágoa soltar sem arte? Quem certeza lhe há doar, que descarte o tão severo passado absoluto? Quem submeterá sem clamor nem luto o seu fluir que de nengures parte? Quem lhe referirá calado aparte no teatro do...
DESTERRADO DESTINO
Aqui, onde a triste sina me desterra, contigo estou, amor, ainda sem ver-te. Importa só, meu bem, o de querer-te, que tudo o mais nada importa se se erra. Sei que hei findar, e há me sobrar a terra se na memória falha de perder-te, eu bem seguro estou que...
COMO NASCE A LEMBRANÇA?
Aqui a molhada erva, e acolá a serra e no meio a tua presença ausente. Sussurra o vento um ermo som silente de passos passados presos na terra. A brisa leve no centeio enterra uma briga de adeuses e se sente polos alqueires da alma, tão presente!, um queixume fundo e...
DECLARAÇÃO DO AMOR CALADO
Ditosos foram olhos ao mirar-te e minha alma feliz ao conhecer-te, devo dizer que não vivo sem ver-te e à morte irei sonhando com só amar-te. Minha vida existe para estimar-te, os meus braços existem para ter-te e fujo do pecado de ofender-te e nem mais procuro...
CONTORNA DA MEMÓRIA
Quando se esvaiu o amor enternecido, caída borda da tua ausência? quando o entrelaçado da carência ao aberto coração se deu vencido? Senti às vezes tua fala ao meu ouvido, qual desviado eco da existência, tornar tua imagem à vivência polas beiras onde jaz calmo...







