DECLARAÇÃO DO AMOR CALADO
Ditosos foram olhos ao mirar-te e minha alma feliz ao conhecer-te, devo dizer que não vivo sem ver-te e à morte irei sonhando com só amar-te. Minha vida existe para estimar-te, os meus braços existem para ter-te e fujo do pecado de ofender-te e nem mais procuro...
CONTORNA DA MEMÓRIA
Quando se esvaiu o amor enternecido, caída borda da tua ausência? quando o entrelaçado da carência ao aberto coração se deu vencido? Senti às vezes tua fala ao meu ouvido, qual desviado eco da existência, tornar tua imagem à vivência polas beiras onde jaz calmo...
NON HAI NADA TRAZADO (Xulio Cid Neira)
non hai nada trazado o camiño es ti non hai sombra nen reflexo non hai forma todo se ergue nídio presente encarnado con que ferramenta pretendes ascender á cima cavar até o fondo mesmo do cerne eixada piolet non hai trazo o que andas a precurar...
CARTA SEM ESPERAR RESPOSTA À AMADA INOMINADA
Por estes versos tristes que lhe escrevo, filhos do meu amor ortografado, saberá a minha pena e meu cuidado e que nada deve e eu todo lhe devo. Se meu engenho dá, já não me atrevo escrever o que o coração estragado sente em si, golpe a golpe, tão penado que,...
Presentación de SOÑO E VÉRTICE e SILENCIO PERCUTIDO de Eva Veiga
O vindeiro xoves 8 de xuño ás 20h., organizado polas Concellarías de Cultura e Educación do Concello de Vilalba e Culturalia GZ, levarase a cabo na Casa da Cultura de Vilalba o acto de presentación dos poemarios SOÑO E VÉRTICE e SILENCIO PERCUTIDO de Eva Veiga....
Presentación do libro SACAR A LINGUA É DE MALA EDUCACIÓN de Manuel Núñez Singala
Este venres, 2 de xuño, ás 19:30h. na Casa da Cultura de Vilalba, organizado polo IESCHA, terá lugar a presentación do libro de Manuel Nüñez Singala, SACAR A LINGUA É DE MALA EDUCACIÓN. Toda a información aquí. Fonte: IESCHA
IV
Se nalgum dia, logo que de ficar eu no decesso, ouves crepitar as faíscas do lume do meu relembro, julga, amor, que além do espaço, nas vertigens do silêncio, todo este meu ser dolente há de te seguir querendo. [Do livro inédito “Sonata dum quebrado...
III
Quanto te quis eu dizer gostaria estar dizendo mas, a minha alma calada só repete como um eco o que já não direi nunca taciturno no silêncio. Quanto te quis eu dizer é silencioso berro que carpe desconsolado no meu coração opresso. ...
II (Inferno)
Eu bem sei o que é querer-te e não ter-te mesmo assim como eu te quero. Como quer a vida a morte, como o tempo quer o tempo. Como este amar que vai no alto se afundindo nos infernos. [Do livro inédito “Sonata dum quebrado violino”]...






