DECLARAÇÃO DO AMOR CALADO

DECLARAÇÃO DO AMOR CALADO

Ditosos foram olhos ao mirar-te e minha alma feliz ao conhecer-te, devo dizer que não vivo sem ver-te e à morte irei sonhando com só amar-te.   Minha vida existe para estimar-te, os meus braços existem para ter-te e fujo do pecado de ofender-te e nem mais procuro...

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CONTORNA DA MEMÓRIA

CONTORNA DA MEMÓRIA

Quando se esvaiu o amor enternecido, caída borda da tua ausência? quando o entrelaçado da carência ao aberto coração se deu vencido?   Senti às vezes tua fala ao meu ouvido, qual desviado eco da existência, tornar tua imagem à vivência polas beiras onde jaz calmo...

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NON HAI NADA TRAZADO (Xulio Cid Neira)

NON HAI NADA TRAZADO (Xulio Cid Neira)

non hai nada trazado o camiño es ti   non hai sombra nen reflexo non hai forma todo se ergue nídio presente encarnado   con que ferramenta pretendes ascender á cima cavar até o fondo mesmo do cerne eixada piolet   non hai trazo o que andas a precurar...

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IV

IV

Se nalgum dia, logo que de ficar eu no decesso, ouves crepitar as faíscas do lume do meu relembro,   julga, amor, que além do espaço, nas vertigens do silêncio, todo este meu ser dolente há de te seguir querendo.   [Do livro inédito “Sonata dum quebrado...

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III

III

Quanto te quis eu dizer gostaria estar dizendo mas, a minha alma calada só repete como um eco o que já não direi nunca taciturno no silêncio.   Quanto te quis eu dizer é silencioso berro que carpe desconsolado no meu coração opresso.    ...

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II (Inferno)

II (Inferno)

Eu bem sei o que é querer-te e não ter-te mesmo assim como eu te quero.   Como quer a vida a morte, como o tempo quer o tempo.   Como este amar que vai no alto se afundindo nos infernos. [Do livro inédito “Sonata dum quebrado violino”]...

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