Soño
O sono encheu os meus ollos e durmínme, nas pólas da primavera temperán abalada polos versos dun poema, e durmín saboreando a felicidade nos meus beizos, envolta na maxia da poesía, nese bico pendurado dunha ilusión... e durmínme, e os meus ollos pechados seguen a...
MEDITAÇÃO
Quem lhe há dar ao coração um só minuto antes da mágoa soltar sem arte? Quem certeza lhe há doar, que descarte o tão severo passado absoluto? Quem submeterá sem clamor nem luto o seu fluir que de nengures parte? Quem lhe referirá calado aparte no teatro do...
DESTERRADO DESTINO
Aqui, onde a triste sina me desterra, contigo estou, amor, ainda sem ver-te. Importa só, meu bem, o de querer-te, que tudo o mais nada importa se se erra. Sei que hei findar, e há me sobrar a terra se na memória falha de perder-te, eu bem seguro estou que...
COMO NASCE A LEMBRANÇA?
Aqui a molhada erva, e acolá a serra e no meio a tua presença ausente. Sussurra o vento um ermo som silente de passos passados presos na terra. A brisa leve no centeio enterra uma briga de adeuses e se sente polos alqueires da alma, tão presente!, um queixume fundo e...
DECLARAÇÃO DO AMOR CALADO
Ditosos foram olhos ao mirar-te e minha alma feliz ao conhecer-te, devo dizer que não vivo sem ver-te e à morte irei sonhando com só amar-te. Minha vida existe para estimar-te, os meus braços existem para ter-te e fujo do pecado de ofender-te e nem mais procuro...
CONTORNA DA MEMÓRIA
Quando se esvaiu o amor enternecido, caída borda da tua ausência? quando o entrelaçado da carência ao aberto coração se deu vencido? Senti às vezes tua fala ao meu ouvido, qual desviado eco da existência, tornar tua imagem à vivência polas beiras onde jaz calmo...
NON HAI NADA TRAZADO (Xulio Cid Neira)
non hai nada trazado o camiño es ti non hai sombra nen reflexo non hai forma todo se ergue nídio presente encarnado con que ferramenta pretendes ascender á cima cavar até o fondo mesmo do cerne eixada piolet non hai trazo o que andas a precurar...
CARTA SEM ESPERAR RESPOSTA À AMADA INOMINADA
Por estes versos tristes que lhe escrevo, filhos do meu amor ortografado, saberá a minha pena e meu cuidado e que nada deve e eu todo lhe devo. Se meu engenho dá, já não me atrevo escrever o que o coração estragado sente em si, golpe a golpe, tão penado que,...
Presentación de SOÑO E VÉRTICE e SILENCIO PERCUTIDO de Eva Veiga
O vindeiro xoves 8 de xuño ás 20h., organizado polas Concellarías de Cultura e Educación do Concello de Vilalba e Culturalia GZ, levarase a cabo na Casa da Cultura de Vilalba o acto de presentación dos poemarios SOÑO E VÉRTICE e SILENCIO PERCUTIDO de Eva Veiga....






