CANTO NA TERRA MÃE

CANTO NA TERRA MÃE

Hoje volto a vós, campos dolorosos, órfãos já de trinados e de pegas, nas lembranças que vão andando às cegas, nos trêmulos vapores vagorosos, nas brêtemas bronzeadas de opalino, nas pegadas dos corços temerosos que bebem luz do céu diamantino.   Torno a...

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ANDRÉ DA PONTE A DIAZ CASTRO

ANDRÉ DA PONTE A DIAZ CASTRO

#SalvemosACasadeDiazCastro #ACasadaXente Meus muito queridos amigos,  há anos, já vão alá muitos anos, que escrevi este soneto do que me orgulho, pois penso que é dos mais belos e sentidos que já escrevi nunca.  Espero desculpeis a minha vaidade, mas também é uma...

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O FLOREAR DA POESÍA

O FLOREAR DA POESÍA

As palabras entumecidas no inverno do poema recobran a súa feitura florida co bafexo cálido dunha mirada que traspasa as fronteiras do medo. Medra a poesía coma ese río de auga insubmisa que desborda as canles do corpo adormecido e busca unha pel enxoita na que...

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INSTANTE DO AMOR CONSUMADO

INSTANTE DO AMOR CONSUMADO

De mole e suave luz redimidos meus olhos em teus olhos precipitam uma manhã submersa, em que suscitam as tardes onde avivam incendidos.   Os brilhos dos caminhos escondidos enchem sonhos e luz possibilitam centelhas de fulgor, onde palpitam as entranhas que escondem...

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PRIMEIRO AMOR

PRIMEIRO AMOR

Além fonte dos choupos do sendeiro ia a tarde descendo demorada e o suave cheiro na encruzilhada batia ainda no céu soalheiro. De mãos dadas, o rumo era um certeiro rebolar da alegre alma ensimesmada no alabastro sem ondas, e a dourada meiguice terna me fez...

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LEMBRANÇA DO AMOR

LEMBRANÇA DO AMOR

Os teus olhos guardaram mansamente o doce aroma onde dormiu a rosa tingindo minha lágrima amorosa de ausente bico no meu lábio ardente. No teu silêncio amei docemente o latejo em tua alma temerosa e fechei, já para sempre, a ardorosa ânsia dum suspiro docilmente. E...

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Para que serve a poesía?

Achégase o 1 de maio e a cuarta edición de Mondoñedo é poesía. Quen o podería sequera imaxinar o 1 de maio de 2014 cando comezaba esta aventura! Mondoñedo é poesía continúa adiante fundamentalmente por tres motivos. O primeiro, porque hai bos e boas poetas neste noso...

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PÓRTICO DA FIRMEZA

Se algum dia, infeliz, triste renego da luz que tu me deste do teu seio que fique tolhida a alma que carreio e me ache sem siso, sombrio e cego.   E se algum dia abjuro do aconchego dos bicos que deste em afagueio, vede-se a minha vida no gradeio do esqueço e no...

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