CORRESPONDÊNCIAS de Charles Baudelaires (versión galega de André Da Ponte)
Das minhas traduções CORRESPONDÊNCIAS A natureza é um templo onde vivos pilares podem deixar brotar às vezes palavras confusas; onde o homem passa por sinais de florestas difusas que o vão observando com miradas familiares Como os ecos de longe vão se fundindo os...
UMA ESTAMPA FANTÁSTICA
O espectro singular, fantasma faceto, grotesco porta na testa de esqueleto uma diadema horrenda, enfeite a orná-lo. Sem espora e látego, monta um cavalo fantasma como ele, píleca esquelético que baba polas ventas como epiléptico Furando o espaço para o abismo levados,...
PERFUME EXÓTICO de Charles Baudelaire (tradución ao galego por André Da Ponte)
Das minhas traduções PERFUME EXÓTICO Quando, cerrando as pálpebras, numa tarde ardente, aspiro a fundo o aroma dos teus seios fogosos, vejo ao longe esbarar litorais radiosos, por faiscas deslumbrados dum vivo sol dolente Uma calma e serena ilha que...
A UMA PASSANTE de Charles Baudelaire (versión galega de André Da Ponte)
Das minhas traduções A UMA PASSANTE A rua em torno era um trémulo alarido. De luto, alta e delgada, com dor majestosa, Passou uma mulher, com sua mão fastuosa. Erguia e baloiçava a lista do vestido. Agil, nobre, tinha a perna de estátua fina. Como...
A MUSA ENFERMA de Charles Baudelaire (versión galega de André Da Ponte)
A MUSA ENFERMA Oh! Minha pobre musa,, que é o que tens, meu amor? Os teus olhos estão cheios polas visões nocturnas, E vejo no teu rosto fulgurações de terror, De loucuras e tremuras frias e taciturnas Algum gnomo esverdeado ou duende sedutor Verteram no...
IL CANZONIERE – RERUM VULGARIUM FRAGMENTA (Soneto CXXXII verquido ao galego por André Da Ponte)
Das minhas traduções MAIS OUTRO SONETO DE FRANCESCO PETRARCA VERTIDO EM GALEGO-PORTUGUÊS SONETO CXXXII Se amor não é, o que é isto que eu sento? Mas se é amor, por Deus, que cousa é qual? Se boa, porque é fruto agre e mortal? Se má, porque tão doce é o...
IL CANZONIERE – RERUM VULGARIUM FRAGMENTA de Francesco Petrarca (Soneto CCXCII traducido ao galego por André Da Ponte)
Das minhas traduções UM SONETO DE FRANCESCO PETRARCA TRADUZIDO PARA GALEGO-PORTUGUÊS CCXCII Os olhos que eu cantei tão vivamente, e os braços, mãos e pés e o doce viso que me tinham tão fora do meu siso fazendo-me distinto da outra gente;...
O ALBATROZ de Charles Baudelaire (versión galega de André Da Ponte)
Das minhas traduções Do genial poeta francês Charles-Pierre Baudelaire (Paris, 9 de abril de 1821 – Paris, 31 de agosto de 1867), Baudelaire é um dos fundadores da tradição da moderna poesia, junto com o norte-americano Walt Whitman. Aqui traduzo um...
DEVAGAR
Feixe de ideas en continuo movemento, que se xuntan contigo na cavidade do universo. Noites que falan de censuras e de paixóns alleas, eu fico en soidade diante dun mundo que queima estrofas, duns versos que esmorecen presos no lume cegador da inocencia... Nas brasas...







