{"id":5732,"date":"2019-04-08T00:52:02","date_gmt":"2019-04-07T23:52:02","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaliagz.com\/?p=5732"},"modified":"2019-04-08T00:55:00","modified_gmt":"2019-04-07T23:55:00","slug":"brisa-marinha-poema-de-stephane-mallarme-en-version-galego-portuguesa-de-andre-da-ponte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/culturaliagz.com\/?p=5732","title":{"rendered":"BRISA MARINHA, poema de St\u00e9phane Mallarm\u00e9 en versi\u00f3n galego-portuguesa de Andr\u00e9 Da Ponte"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/St\u00e9phane_Mallarm\u00e9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"793\" src=\"http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/St\u00e9phane_Mallarm\u00e9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95-1024x793.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5733\" srcset=\"http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/St\u00e9phane_Mallarm\u00e9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95-1024x793.jpg 1024w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/St\u00e9phane_Mallarm\u00e9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95-300x232.jpg 300w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/St\u00e9phane_Mallarm\u00e9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95-768x595.jpg 768w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/St\u00e9phane_Mallarm\u00e9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95-1080x836.jpg 1080w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/St\u00e9phane_Mallarm\u00e9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>ST\u00c9PHANE MALLARM\u00c9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>1842 \u2013 1898<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>\u00c9tienne Mallarm\u00e9, conhecido como St\u00e9phane\nMallarm\u00e9, nasceu em Paris em 18 de mar\u00e7o de 1842. O poeta perdeu a m\u00e3e quanto\napenas tinha cinco anos com o que foi criado pola sua av\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Admirador\nde Th\u00e9ophile Gautier, Charles Baudelaire e Th\u00e9odore de Banville, St\u00e9phane\nMallarm\u00e9 publicou os seus primeiros versos em 1862. Professor de ingl\u00eas por\nnecessidade vital, foi nomeado professor desta l\u00edngua em setembro de 1863 no\ncol\u00e9gio Tournon-sur-Rh\u00f4ne em Ard\u00e8che (\u00abque inclui as duas palavras \u00e0s quais\ndediquei a minha vida: Art, D\u00e8che\u00bb) e permaneceu em Besan\u00e7on e Avignon, antes\nde voltar a Paris em 1871. Foi ent\u00e3o quando se juntou a autores como Paul\nVerlaine, \u00c9mile Zola, Catulle Mend\u00e8s, ou Auguste de Villiers de L&#8217;Isle-Adam e\nartistas como Edouard Manet, que pintou o seu retrato em 1876.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Encontrou-se\ncom dificuldades no seu trabalho como professor (era escarnecido polos seus\nalunos), mas levou uma vida familiar pac\u00edfica, pontuada por dificuldades\nfinanceiras e um fundo pesar, especialmente pola morte de seu filho Anatole em\n1879 aos oito anos de idade. Escreveu poemas extremamente elaborados e recebeu\nos seus amigos poetas e romancistas durante as ter\u00e7as-feiras na rua de Roma ou\nna sua casa de campo, em Valvins, perto de Fontainebleau, onde morreu em 9 de\nsetembro de 1898 aos 56 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atra\u00eddo pola est\u00e9tica da arte pola arte, colaborou no Parnasso Contempor\u00e2neo desde 1866. Com efeito, o primeiro fasc\u00edculo do <em>Parnasse Contemporaine<\/em> cont\u00e9m dez dos seus poemas. [Quem ter curiosidade pode ler esta fulcral edi\u00e7\u00e3o francesa nesta liga\u00e7\u00e3o:<a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre en una nueva pesta\u00f1a)\" href=\"https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/bpt6k199820\" target=\"_blank\">https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/bpt6k199820<\/a>].\u00a0 A sua obra tornou-se um esfor\u00e7o colossal na busca por superar o seu sentimento de impot\u00eancia ligado a um estado depressivo, na dilig\u00eancia da pura beleza que ao seu entender \u00e9 s\u00f3 cria\u00e7\u00e3o da arte: \u00abo mundo \u00e9 feito para fornecer um belo livro\u00bb. Tentou levar a cabo uma obra ambiciosa que retrabalhar\u00e1 por muito tempo como mostra o seu magno poema inacabado Herodiades (1864-1887) ou A Tarde dum Fauno (1865-1876), da qual Claude Debussy ir\u00e1 compor uma das suas mais famosas obras sinf\u00f4nicas em 1892-1894). Deste poema Paul Val\u00e9ry tem escrito que \u00e9 o mais grande poema j\u00e1 escrito por autor franc\u00eas. Admirador de Edgar Allan Poe, traduziu O Corvo (1845), que foi publicado em 1875 com ilustra\u00e7\u00f5es de Edward Manet, e escreveu o c\u00e9lebre soneto ao T\u00famulo de Poe em 1876 que, traduzido por mim, pode ser lido em <a href=\"http:\/\/culturaliagz.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre en una nueva pesta\u00f1a)\">CulturaliaGZ<\/a> aqu\u00ed: <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre en una nueva pesta\u00f1a)\" href=\"http:\/\/culturaliagz.com\/?s=Mallarm\u00e9\" target=\"_blank\">http:\/\/culturaliagz.com\/?s=Mallarm%C3%A9<\/a> .<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em\n1887, publicou uma edi\u00e7\u00e3o dos seus poemas que mostram a sua pesquisa estil\u00edstica,\ncomo o \u00abSoneto en X\u00bb (em duas vers\u00f5es e que tentarei traduzir para colocar c\u00e1),\nou o soneto em octos\u00edlabos \u00abA renda \u00e9 abolida\u00bb. O ponto culminante dessa\nambi\u00e7\u00e3o do poema absoluto aparece no poema gr\u00e1fico de 1897 \u00abUm golpe de dados\nnunca abolir\u00e1 o acaso\u00bb. Essa busca por uma express\u00e3o densa em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pureza\nvaleu-lhe, entretanto, desde o come\u00e7o, o oprobrioso termo de herm\u00e9tico,\nintrincado, escuro, que permanece ligado \u00e0 arte mallarmeana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A fama de St\u00e9phane Mallarm\u00e9 consolida-se ainda mais em 1884, quando Paul Verlaine inscreve-o na s\u00e9rie de poetas malditos num longo escrito sobre Mallarm\u00e9 (\u201cLes Po\u00e8tes maudits\u201d teve uma segunda edi\u00e7\u00e3o aumentada nesse mesmo ano e ainda uma terceira acrescentada e ilustrada em 1888) [pode se aceder ao texto nesta liga\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/bpt6k72580r\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre en una nueva pesta\u00f1a)\">https:\/\/gallica.bnf.fr\/ark:\/12148\/bpt6k72580r<\/a>], onde \u00e9 descrito como o portador da modernidade e pr\u00f3ximo das vanguardas na arte e na literatura. Foi reconhecido como mestre polas gera\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas mais jovens, de Henri de Regnier\u00a0 at\u00e9 os simbolistas e Paul Val\u00e9ry. Assim, empenhado num ambicioso trabalho po\u00e9tico (talvez por isso a sua obra mestra, <em>H\u00e9rodiade,<\/em> ficou sem poder ser acabada), St\u00e9phane Mallarm\u00e9 \u00e9 iniciador na segunda metade do s\u00e9culo XIX duma renova\u00e7\u00e3o da poesia que \u00e9 culmina\u00e7\u00e3o \u00e0 vez que supera\u00e7\u00e3o do simbolismo, cuja influ\u00eancia ainda se ressente nos poetas contempor\u00e2neos como Yves Bonnefoy (Tours, 24 de junho de 1923 \u2500 Paris, 1 de julho de 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em\n8 de setembro de 1898, Mallarm\u00e9 sofreu um espasmo da laringe que n\u00e3o conseguiu\ncurar. Na mesma noite, mandou numa carta para sua esposa e filha para serem\ndestruidos os seus pap\u00e9is e notas, declarando: \u00abN\u00e3o existe legado liter\u00e1rio a\u00ed\n&#8230;\u00bb, no mesmo proceder que teve o grande romancista Franz Kafka ou, entre n\u00f3s,\nRosalia de Castro. Na manh\u00e3 seguinte, v\u00edtima da enfermidade,&nbsp; morreu nos bra\u00e7os do seu m\u00e9dico, na presen\u00e7a\nde sua esposa e filha. Est\u00e1 enterrado ao lado de seu filho Anatole no cemit\u00e9rio\nde Samoreau, perto de Valvins.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O\ntexto do poema em franc\u00eas foi tirado da edi\u00e7\u00e3o \u201cPo\u00e9sies\u201d, Bookking International, Paris, p\u00e1gina 31.<\/p>\n\n\n\n<p>:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<\/p>\n\n\n\n<p>:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::\n<br>\n<br>\n<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>BRISA MARINHA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A carne \u00e9 triste,\nai! e eu li todos os livros.<\/p>\n\n\n\n<p>Escapar! l\u00e1,\nfugir! Sinto que os p\u00e1ssaros s\u00e3o \u00e9brios<\/p>\n\n\n\n<p>De se abandonar \u00e0\nespuma e aos imensos c\u00e9us!<\/p>\n\n\n\n<p>Nada, nem os\nantigos jardins refletidos nos olhos<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e3o impedir este\ncora\u00e7\u00e3o se submergir no mar<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d3 noites! nem a\nluminosidade deserta da minha l\u00e2mpada<\/p>\n\n\n\n<p>No papel vazio que\na brancura anseia<\/p>\n\n\n\n<p>E nem a jovem\namamentando seu filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Partirei! Vapor\nbalan\u00e7ando teus mastros,<\/p>\n\n\n\n<p>Ergue a \u00e2ncora para uma ex\u00f3tica natureza!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>T\u00e9dio, desculpe\npolas esperan\u00e7as cru\u00e9is,<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda cr\u00ea no\nsupremo adeus dos len\u00e7os!<\/p>\n\n\n\n<p>E, talvez, os\nmastros, convidando tempestades,<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o daqueles que\num vento faz romper-se sobre os naufr\u00e1gios<\/p>\n\n\n\n<p>Perdido, sem\nmastros, sem mastros ou ilhotas f\u00e9rteis &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, oh meu\ncora\u00e7\u00e3o, escuita o canto dos marinheiros!<\/p>\n\n\n\n<p>:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<\/p>\n\n\n\n<p>:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">ST\u00c9PHANE\nMALLARM\u00c9<br>\n1842 &#8211; 1898<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">BRISE MARINE<\/h4>\n\n\n\n<p>La chair est triste, h\u00e9las ! et j&#8217;ai lu tous les livres.<br>\nFuir ! l\u00e0-bas fuir! Je sens que des oiseaux sont ivres<br>\nD&#8217;\u00eatre parmi l&#8217;\u00e9cume inconnue et les cieux !<br>\nRien, ni les vieux jardins refl\u00e9t\u00e9s par les yeux<br>\nNe retiendra ce coeur qui dans la mer se trempe<br>\n\u00d4 nuits ! ni la clart\u00e9 d\u00e9serte de ma lampe<br>\nSur le vide papier que la blancheur d\u00e9fend<br>\nEt ni la jeune femme allaitant son enfant.<br>\nJe partirai ! Steamer balan\u00e7ant ta m\u00e2ture,<br>\nL\u00e8ve l&#8217;ancre pour une exotique nature !<br>\n<br>\nUn Ennui, d\u00e9sol\u00e9 par les cruels espoirs,<br>\nCroit encore \u00e0 l&#8217;adieu supr\u00eame des mouchoirs !<br>\nEt, peut-\u00eatre, les m\u00e2ts, invitant les orages,<br>\nSont-ils de ceux qu&#8217;un vent penche sur les naufrages<br>\nPerdus, sans m\u00e2ts, sans m\u00e2ts, ni fertiles \u00eelots &#8230;<br>\nMais, \u00f4 mon coeur, entends le chant des matelots !<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto de Mallarm\u00e9 na Rua Roma em 1894:<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/e\/ee\/St%C3%A9phane_Mallarm%C3%A9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95.jpg\/1280px-St%C3%A9phane_Mallarm%C3%A9_-_89_Rue_de_Rome_-_Anonyme_1894-95.jpg\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ST\u00c9PHANE MALLARM\u00c9 1842 \u2013 1898 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9tienne Mallarm\u00e9, conhecido como St\u00e9phane Mallarm\u00e9, nasceu em Paris em 18 de mar\u00e7o de 1842. 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