{"id":5527,"date":"2019-03-15T02:39:32","date_gmt":"2019-03-15T01:39:32","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaliagz.com\/?p=5527"},"modified":"2019-03-15T02:40:49","modified_gmt":"2019-03-15T01:40:49","slug":"um-poema-de-cesare-pavese-e-algo-em-volta-da-sua-vida-e-obra-por-andre-da-ponte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/culturaliagz.com\/?p=5527","title":{"rendered":"Um poema de C\u00e9sare Pavese e algo em volta da sua vida e obra, por Andr\u00e9 Da Ponte"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00c9SARE-PAVESE.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"754\" src=\"http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00c9SARE-PAVESE-1024x754.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5528\" srcset=\"http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00c9SARE-PAVESE-1024x754.jpg 1024w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00c9SARE-PAVESE-300x221.jpg 300w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00c9SARE-PAVESE-768x566.jpg 768w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00c9SARE-PAVESE-1080x796.jpg 1080w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00c9SARE-PAVESE.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption><br><br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>UM POEMA DE C\u00c9SARE PAVESE E ALGO EM VOLTA DA SUA\nVIDA E OBRA.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nasceu\nem Santo Stefano Belbo, uma pequena vila t\u00e3o querida polo mesmo escritor, da\nregi\u00e3o de Langhe, no Piamonte, em 1908 de uma fam\u00edlia origin\u00e1ria desses\nlugares. Seu pai, Eugenio Pavese, foi chanceler no\nPal\u00e1cio de Justi\u00e7a de Turim, sua mae, Fiorentina Consolina Mesturini,\ndescendente de uma rica fam\u00edlia de comerciantes origin\u00e1rios de Ticineto, na\nprov\u00edncia de Alessandria<a href=\"https:\/\/it.wikipedia.org\/wiki\/Provincia_di_Alessandria\">.<\/a> A sua inf\u00e2ncia, embora vir de uma fam\u00edlia abastada, n\u00e3o\nfoi feliz. Uma irm\u00e3 e dous irm\u00e3os, nascidos antes que o escritor, morreram\nprematuramente. Sua m\u00e3e, de sa\u00fade muito fraca, confiou seu filho a uma mulher\nde uma aldeia perto de Montecucco e, quando morreu o seu marido em 2 de janeiro\nde 1914 por c\u00e1ncer cerebral e mudou para Turim, a outra mulher de nome Victoria\nScaglione. Sua m\u00e3e de car\u00e1ter autorit\u00e1rio contribuiu, sem qualquer d\u00favida, para\na forma de ser introvertida e inest\u00e1vel do futuro poeta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Grande\napaixonado polos romancistas e poetas norte-americanos (Sherwood Anderson,\nSinclair Lewis e, nomeadamente, Walt Whitman) estudou em Turim, onde se formou\ncom uma tese sobre Walt Whitman, tornando-se especialista em literatura\nanglo-americana a par que estendia os seus c\u00edrculos intelectuais com vultos da\ndensidade de Leone Guinzburg, Norberto Bobbio, Massimo Mila e Giulio Einaudi.\nNa cidade piemontesa, come\u00e7ou a freq\u00fcentar os c\u00edrculos da editora Einaudi, em\ntorno da qual muitos antifascistas se tinham reunido. Nessa altura tamb\u00e9m\ncome\u00e7ou a trabalhar como tradutor de escritores ingleses e cl\u00e1ssicos americanos\ne contempor\u00e2neos, Lee Masters, Edward Estlin Cummings, Robert Lowell, Gertrude Stein, Daniel Defoe, Charles Dickens,\nHerman Melville, Sherwood Anderson, John Steinbeck e Ernest Hemingway.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em\n1930 apresentou a sua tese &#8220;Sobre a interpreta\u00e7\u00e3o da poesia de Walt\nWhitman&#8221;, mas Federico Oliviero, o professor com quem ele tinha-a que\ndiscutir, rejeitou-a no \u00faltimo momento porque era muito marcada pola est\u00e9tica\ncrociana e, portanto, escandalosamente liberal para a \u00e9poca fascista No\nentanto, Leone Ginzburg interveio: a tese foi aceita polo professor de\nliteratura francesa Ferdinando Neri e Pavese p\u00f4de se formar com 108 pontos\nsobre 110.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No\nmesmo ano em que sua m\u00e3e morre Pavese ficou morando na casa de sua m\u00e3e com sua\nirm\u00e3 Maria, onde viveu at\u00e9 o pen\u00faltimo dia de sua vida e come\u00e7ou a atividade de\ntradutor de forma sistem\u00e1tica, alternando-o com o ensino de ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em\n1933, para poder ensinar nas escolas p\u00fablicas, se rendeu, embora com\nrepugn\u00e2ncia, \u00e0 insist\u00eancia de sua irm\u00e3 e do seu marido e se filiou no partido\nfascista, que mais tarde reprovou em carta a sua irm\u00e3 Mar\u00eda de 29 de julho. de\n1935, escrito da pris\u00e3o Regina Coeli: &#8220;Para seguir o teu conselho, o\nfuturo, a carreira e a paz, etc., fiz uma primeira cousa contra a minha\nconsci\u00eancia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por\n1.000 libras traduciu \u201cMoby Dick\u201d de Herman Melville e \u201cO riso escuro\u201d de\nAnderson, um artigo sobre a Antolog\u00eda do rio Spoon, um sobre Melville e outro\nsobre O. Henry. O primer poema se remonta a este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em\n1935 foi condenado ao confinamento em Brancaleone Calabro; aqui come\u00e7ou a\nescrever uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio (A zibaldona), que ser\u00e1 publicado postumamente,\nem 1952, com o t\u00edtulo &#8220;O of\u00edcio de viver&#8221;. Voltou a Turim no ano\nseguinte e durante a guerra escondeu-se na casa da sua irm\u00e3 Maria, nas colinas\nde Monferrato. Tamb\u00e9m a partir desta experi\u00eancia nasceu um de seus melhores\nlivros, &#8220;La casa in collina&#8221; (1948).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No\nfinal de 1936, quando o ano do confinamento terminou, Pavese retornou a Turim e\nteve que enfrentar a decep\u00e7\u00e3o de saber que Tina estava prestes a se casar com\noutra pessoa e que seus poemas haviam sido ignorados. Para ganhar a vida, retomou\no seu trabalho como tradutor e, em 1937, traduziu \u201cUma grande quantidade de\ndinheiro (o dinheiro extra)\u201d de John Dos Passos para Mondadori e \u201cDe ratos e\nhomens\u201d de Steinbeck para a editorial Bompiani. A partir de 1\u00ba de maio,\nconcordou em colaborar, com um emprego est\u00e1vel e polo sal\u00e1rio de mil liras por\nm\u00eas, com Einaudi, polas s\u00e9ries &#8220;Foreign Narrators translated&#8221; e\n&#8220;Library of historical culture&#8221;, traduzindo \u201cMoll Flanders\u201d de Defoe,\n\u201cO ano depois da hist\u00f3ria\u201d e \u201cExperi\u00eancias pessoais de David Copperfield\u201d de\nDickens, al\u00e9m da \u201cAutobiografia\u201d de Alice B. Toklas, a companheira de Stein.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em\n1943, depois de 8 de setembro, Turim foi ocupada polos alem\u00e3es e a editora\nEinaudi tamb\u00e9m foi encautada por um comiss\u00e1rio da Rep\u00fablica Social Italiana.\nPavese, ao contr\u00e1rio de muitos dos seus amigos que estavam se preparando para a\nluta clandestina, refugiou-se em Serralunga di Crea, uma pequena cidade no\nMonferrato, onde sua irm\u00e3 Maria transferira-se e onde&nbsp; fez amizade com o conde Carlo Grillo, que se\ntornar\u00e1 no protagonista de \u201cIl diavolo sulle\ncolline\u201d (O demo nas colinas). &nbsp;Em dezembro, para escapar da\nincurs\u00e3o dos fascistas italianos e alem\u00e3es, pediu hospitalidade no Col\u00e9gio\nConvitto College de Casale Monferrato. Em 1 de mar\u00e7o, ainda na Serralunga,\nrecebeu a not\u00edcia da morte tr\u00e1gica de Leone Ginzburg sob tortura na pris\u00e3o de\nRegina Coeli. Em 3 de mar\u00e7o escreveu:&#8230; &#8220;Descobri-no em 1 de Mar\u00e7o.\nExitem outros para n\u00f3s? Oxal\u00e1 n\u00e3o fosse verdade para n\u00e3o me sentir mal. Vivo\ncomo numa n\u00e9voa, sempre pensando vagamente. Acaba qualquer um se acostumando a\neste estado, em que a verdadeira dor sempre se refere ao amanh\u00e3, e \u00e9 por isso\nque tenho esquecido e n\u00e3o sofro&#8230;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em\n1950 conheceu Constance Dowling, que tinha ido a Roma com sua irm\u00e3 Doris,\nactriz norteamericana, que protagonizara o filme \u201cRiso amaro\u201d com Vittorio\nGassman e Raf Vallone, na casa duns amigos e, surpreso com a sua beleza, se\napaixonou por ela.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sofrendo\nduma profunda ang\u00fastia existencial, atormentado pola recente decep\u00e7\u00e3o de amor\ncom Constance Dowling, a quem dedicou os versos \u201cVir\u00e1 a morte e ter\u00e1 teus\nolhos\u201d p\u00f4s fim a sua vida em 27 de agosto de 1950, num quarto do hotel Roma da\nPiazza Carlo Felice, em Turim, que havia ocupado o dia anterior. Encontraram-no\ndeitado na cama depois de engolir mais de dez pacotes de p\u00edlulas para dormir.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na\nprimeira p\u00e1gina dos Di\u00e1logos com Leuc\u00f2, que estava sobre a mesa, deixou\nescrito: &#8220;Perdoem todos e pe\u00e7o desculpas a todos. Tudo bem. N\u00e3o fa\u00e7am\nmuito barulho.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ALGO\nSOBRE A PO\u00c9TICA DE PAVESE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A cole\u00e7\u00e3o po\u00e9tica \u201cVir\u00e1 a morte e ter\u00e1 teus olhos\u201d,\npublicada postumamente, inclui dez poemas (oito em italiano e dous em ingl\u00eas),\ntodos escritos entre 11 de mar\u00e7o e 10 de abril de 1950 em Turim e todos\nin\u00e9ditos, encontrados fortuitamente entre os seus papeis ap\u00f3s sua morte, em\nc\u00f3pia dupla, na mesma ordem em que foram publicados.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A cole\u00e7\u00e3o foi tirada ao lume pola editora Giulio Einaudi\nem 1951 e tamb\u00e9m inclui os versos pertencentes ao grupo &#8220;A terra e a\nmorte&#8221;, compostos em 1945 em Roma e publicados anteriormente, em 1947, na\nrevista &#8220;Le Tre Venezie&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o poemas de amor imbu\u00eddos duma comovente nostalgia\nescritos em estilo incomum para Pavese, dedicados \u00e0 atriz norte-americana\nConstance Dowling, o seu \u00faltimo amor conhecido, no final de 1949, do qual fora\nabandonado e o deixara num desconforto completo.<\/p>\n\n\n\n<p>:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<\/p>\n\n\n\n<p>:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A MORTE VIR\u00c1 E TER\u00c1 OS TEUS OLHOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A morte vir\u00e1 e\nter\u00e1 os teus olhos<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 esta morte que nos acompanha<\/p>\n\n\n\n<p>de manh\u00e3 \u00e0 noite,\ninsone,<\/p>\n\n\n\n<p>surda, como um\nvelho remorso<\/p>\n\n\n\n<p>ou um v\u00edcio\nabsurdo. Teus olhos<\/p>\n\n\n\n<p>ser\u00e3o uma palavra\nv\u00e3,<\/p>\n\n\n\n<p>um grito afogado,\num sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim \u00e9 que os v\u00eas\ntodas as manh\u00e3s<\/p>\n\n\n\n<p>quando a s\u00f3s te\ninclinas<\/p>\n\n\n\n<p>no espelho. \u00d3\nquerida esperan\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>esse dia, tamb\u00e9m\nsaberemos<\/p>\n\n\n\n<p>que \u00e9s a vida e o nada.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para todos tem a\nmorte um olhar.<\/p>\n\n\n\n<p>A morte vir\u00e1 e\nter\u00e1 teus olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 como desistir\ndum v\u00edcio<\/p>\n\n\n\n<p>como mirar no\nespelho<\/p>\n\n\n\n<p>ressurgir um rosto\nmorto,<\/p>\n\n\n\n<p>como ouvir um\nl\u00e1bio fechado.<\/p>\n\n\n\n<p>Desceremos para o\nremoinho silencioso.<\/p>\n\n\n\n<p>:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<\/p>\n\n\n\n<p>:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VERR\u00c0 LA MORTE E AVR\u00c0 I TUO\nOCCHI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Verr\u00e0 la morte e avr\u00e0 i tuoi occhi-<br>\nquesta morte che ci accompagna<br>\ndal mattino alla sera, insonne,<br>\nsorda, come un vecchio rimorso<br>\no un vizio assurdo. I tuoi occhi<br>\nsaranno una vana parola,<br>\nun grido taciuto, un silenzio.<br>\nCos\u00ec li vedi ogni mattina<br>\nquando su te sola ti pieghi<br>\nnello specchio. O cara speranza,<br>\nquel giorno sapremo anche noi<br>\nche sei la vita e sei il nulla<\/p>\n\n\n\n<p>Per tutti la morte ha uno sguardo.<br> Verr\u00e0 la morte e avr\u00e0 i tuoi occhi.<br> Sar\u00e0 come smettere un vizio,<br> come vedere nello specchio<br> riemergere un viso morto,<br> come ascoltare un labbro chiuso.<br> Scenderemo nel gorgo muti.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.eternacadencia.com.ar\/cache\/com_zoo\/images\/Cesare_Pavese_dee396717ccf75b4db785a161458d127.jpg\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UM POEMA DE C\u00c9SARE PAVESE E ALGO EM VOLTA DA SUA VIDA E OBRA. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nasceu em Santo Stefano Belbo, uma pequena vila t\u00e3o querida polo mesmo escritor, da regi\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[23,7,129,1],"tags":[],"class_list":["post-5527","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-autoresas","category-creacion","category-literaria","category-xeral"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5527","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5527"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5527\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5530,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5527\/revisions\/5530"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5527"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5527"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5527"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}