{"id":5381,"date":"2019-03-09T19:32:07","date_gmt":"2019-03-09T18:32:07","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaliagz.com\/?p=5381"},"modified":"2019-03-10T12:42:58","modified_gmt":"2019-03-10T11:42:58","slug":"o-poema-pedra-negra-pedra-branca-de-cesar-vallejo-version-galego-portuguesa-de-andre-da-ponte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/culturaliagz.com\/?p=5381","title":{"rendered":"O poema &#8220;Pedra negra pedra branca&#8221;, de C\u00e9sar Vallejo, versi\u00f3n galego-portuguesa de Andr\u00e9 Da Ponte"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00e9sar-Vallejo.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"792\" height=\"792\" src=\"http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00e9sar-Vallejo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5382\" srcset=\"http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00e9sar-Vallejo.jpg 792w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00e9sar-Vallejo-150x150.jpg 150w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00e9sar-Vallejo-300x300.jpg 300w, http:\/\/culturaliagz.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/C\u00e9sar-Vallejo-768x768.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 792px) 100vw, 792px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">UM POEMA DE C\u00c9SAR VALLEJO VERTIDO PARA O GALEGO-PORTUGU\u00caS E UMA NOT\u00cdCIA SOBRE A BREVE E ATORMENTADA VIDA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C\u00e9sar Abraham\nVallejo Mendoza (Santiago de Chuco, Per\u00fa, 16 de mar\u00e7o de 1892 \u2013 Paris, 15 de abril de\n1938).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Neto de mulheres ind\u00edgenas, toda a\nsua vida foi marcada pola condi\u00e7\u00e3o de pobreza, de desamparo, de mesti\u00e7o e de\nperseguido militante de esquerda. Seu pai tinha um emprego razoavelmente\nc\u00f3modo, n\u00e3o obstante tendo uma fam\u00edlia numerosa, n\u00e3o possu\u00eda renda suficiente\npara dar uma vida confort\u00e1vel aos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; C\u00e9sar Vallejo ingressou em 1910 na\nFaculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Trujillo, mas n\u00e3o conseguiu\nformar-se por causa da falta de meios econ\u00f3micos, passando a manter-se como\ntutor do filho dum fazendeiro e entre outros empregos, como assistente na\nadministra\u00e7\u00e3o duma fazenda de a\u00e7\u00facar. A mis\u00e9ria vista durante esta \u00e9poca marcou\nas suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1915 consegue, por fim,&nbsp; tirar o t\u00edtulo de professor em Trujillo,\nembora parte para a cidade de Lima por problemas amorosos. Conseguido o cargo\nde diretor duma escola de Lima, conhece ao poeta anarquista Manuel Gonz\u00e1lez\nPrada e publica o seu primeiro grande livro de poesia, \u201cLos Heraldos Negros\u201d\nque alcan\u00e7a boa acolhida nos c\u00edrculos intelectuais de Lima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Durante uma visita \u00e0 sua cidade\nnatal em 1920 e, no meio dum confuso acontecimento em que uma autoridade que\nagia como sub-prefeito local sofreu um disparo, o poeta viu-se preso\ninjustamente durante tr\u00eas meses ao ser acusado como instigador intelectual \u00e0\nrevolta contra as autoridades, apesar dos m\u00faltiplos protestos dos c\u00edrculos\nintelectuais limenhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ficando em liberdade condicional,\nvolta para Lima e em 1922 publica o livro de poemas \u201cTrilce\u201d que escrevera\ndurante a sua passagem polo c\u00e1rcere. A tiragem foi apenas de 200 exemplares\nsa\u00eddos do prelo por conta do poeta e custando mais valor a sua impress\u00e3o do que\no pre\u00e7o posto para a venda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No ano de 1923, animado por um amigo\ne temendo voltar \u00e0 pris\u00e3o muda-se para Paris, onde ir\u00e1 conhecer pintores e\nescritores como Antonin Artaud, Pablo Picasso e Jean Cocteau quem haveria\ndesenhar um famoso retrato do poeta peruano. C\u00e9sar Vallejo nunca mais voltaria\npara o Peru.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma vida de mis\u00e9ria persegue ao\npoeta em Paris, onde apenas consegue um emprego numa gr\u00e1fica, tr\u00eas anos depois,\ntendo quase morrido de fame. Ap\u00f3s isso, o Governo Republicano Espanhol\nconcede-lhe uma bolsa de estudos para poder terminar os estudos de direito que\ncome\u00e7ara em Peru. \u00c9, por volta dos acontecimentos que se sucedem em toda a\nEuropa e nomeadamente no Estado Espanhol que ele se achega ao marxismo,\nvisitando a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica em tr\u00eas ocasi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Passa a viver junto com a francesa\nGeorgette Philipart, que mais tarde, em 1934, se haveria converter na sua\nesposa, mas \u00e9 preso e expulso da Fran\u00e7a no ano de 1930, com muita probabilidade\npor raz\u00f5es pol\u00edticas, passando assim a viver no ex\u00edlio no Estado Espanhol,\npor\u00e9m cedo consegue a&nbsp; permiss\u00e3o para\nvoltar \u00e0 Fran\u00e7a, onde j\u00e1 estava Georgette Philipart, que voltara em 1931\nencontrando o seu apartamento totalmente destru\u00eddo pola pol\u00edcia francesa.\nVallejo volta a Paris com uma mala de roupas muito usadas e mais nada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Durante a Revolu\u00e7\u00e3o Espanhola e a\nposterior Guerra Civil, engaja-se com a causa dos trabalhadores. Chocado polos\nhorrores da guerra, que p\u00f4de ver durante uma breve visita a Madrid, escreveu o\nlivro militante e profundamente padecido &#8220;Espa\u00f1a, aparta de m\u00ed este\ncaliz&#8221;, que o poeta n\u00e3o viu publicado durante sua vida, assim como o livro\nde 54 poemas &#8220;Serm\u00f3n de la barbarie&#8221;, escrito na mesma \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando C\u00e9sar Vallejo morre em Paris\nem 1938, dumas misteriosas febres, com um mau e pouco preciso diagn\u00f3stico,\nsegundo sua esposa, o poeta estava numa condi\u00e7\u00e3o de homem muito pobre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eduardo Galeano tem-no chamado, com\ninfinita raz\u00e3o, \u201co poeta dos vencidos\u201d. Talvez a melhor homenagem que se lhe\npode render a C\u00e9sar Vallejo, &#8211; ao meu ver um dos poetas essenciais, junto com\nPablo Neruda, da literatura hispano-americana do s\u00e9culo XX \u2013 \u00e9 l\u00ea-lo, hoje que\nestamos em tempos de mis\u00e9rias humanas e intelectuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O poema foi tirado da edi\u00e7\u00e3o \u201cC\u00e9sar Vallejo. Poesia Completa\u201d, Edici\u00f3n cr\u00edtica y exeg\u00e9tica al cuidado de JUAN LARREA, Director del Centro de Documentaci\u00f3n e Investigaci\u00f3n \u00abC\u00e9sar Vallejo\u00bb de la Universidad Nacional de C\u00f3rdoba (Rep\u00fablica Argentina) con la asistencia de FELIPE DANIEL OBARRIO, Fiscal de la C\u00e1mara Federal de la Naci\u00f3n Argentina, Barral Editores, Barcelona, 1978, p\u00e1gina 579. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pedra negra pedra branca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Morrerei em Paris\ncom aguaceiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">num dia do qual j\u00e1\ntenho a lembran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Morrerei em Paris\n&#8211; daqui n\u00e3o saio &#8211;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez uma quinta-feira, como \u00e9 hoje, de outono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quinta-feira ser\u00e1,\nporque hoje, quinta-feira,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">em que eu proso\nestes versos, dei os&nbsp; \u00fameros<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">para o mal e,\nnunca como hoje, voltarei,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">com todo o meu caminho, a ver-me s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C\u00e9sar Vallejo\nmorreu, nele bateram<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">todos sem que lhes\nfizesse nada;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">davam-lhe com for\u00e7a com um pau e duro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">tamb\u00e9m com uma\ncorda; s\u00e3o testemunhas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00e0s quintas-feiras\ne os ossos do \u00famero,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a solid\u00e3o, a\nchuva, os caminhos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Piedra negra sobre una piedra blanca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Me morir\u00e9 en Par\u00eds con aguacero,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">un d\u00eda del cual tengo ya el recuerdo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Me morir\u00e9 en Paris \u2014 y no me corro \u2014<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal vez un jueves, como es hoy, de oto\u00f1o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jueves ser\u00e1, porque hoy, jueves, que proso<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">estos versos, tos h\u00fameros me he puesto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a la mala y, jam\u00e1s como hoy, me he vuelto,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">con todo mi comino, a verme solo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C\u00e9sar Vallejo ha muerto, le pegaban<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">todos sin que \u00e9l les haga nada;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">le daban duro con un palo y duro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">tambi\u00e9n con una soga; son testigos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">los d\u00edas jueves y los huesos h\u00fameros,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">la soledad, la lluvia, los caminos\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/img.europapress.es\/fotoweb\/fotonoticia_20170316073143_1920.jpg\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UM POEMA DE C\u00c9SAR VALLEJO VERTIDO PARA O GALEGO-PORTUGU\u00caS E UMA NOT\u00cdCIA SOBRE A BREVE E ATORMENTADA VIDA C\u00e9sar Abraham Vallejo Mendoza (Santiago de Chuco, Per\u00fa, 16 de mar\u00e7o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[23,7,129,1],"tags":[],"class_list":["post-5381","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-autoresas","category-creacion","category-literaria","category-xeral"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5381","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5381"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5381\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5386,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5381\/revisions\/5386"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5381"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5381"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/culturaliagz.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5381"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}