{"id":1782,"date":"2017-06-20T17:45:45","date_gmt":"2017-06-20T16:45:45","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaliagz.com\/?p=1782"},"modified":"2017-06-20T17:46:47","modified_gmt":"2017-06-20T16:46:47","slug":"o-solteirao-de-leopoldo-lugones-version-galega-de-andre-da-ponte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/culturaliagz.com\/?p=1782","title":{"rendered":"O SOLTEIR\u00c3O de Leopoldo Lugones (versi\u00f3n galega de Andr\u00e9 Da Ponte)"},"content":{"rendered":"<h5><strong>Das minhas tradu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h5>\n<p>UM POEMA DE LEOPOLDO LUGONES TRADUZIDO PARA O GALEGO DUMA EDI\u00c7\u00c3O DE JORGE LU\u00cdS BORGES.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leopoldo Lugones \u00e9 um dos mais celebrados poetas que tem dado a literatura argentina e ainda toda\u00a0 a literatura escrita em l\u00edngua castelhana no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Apanho o poema que vai abaixo da edi\u00e7\u00e3o \u201cLeopoldo Lugones. Antolog\u00eda Po\u00e9tica. Pr\u00f3logo y selecci\u00f3n de Jorge Lu\u00eds Borges\u201d, Alianza Editorial, Madrid, 1982, p\u00e1ginas 23-28.<\/p>\n<p>Do pr\u00f3logo de Borges destaco : \u201cNasceu em 1874, numa vila da prov\u00edncia mediterr\u00e2nea de C\u00f3rdoba; em 1938 suicidou-se numa das ilhas do Tigre, esse intrincado e verde arquip\u00e9lago que se estende ao noroeste da cidade de Buenos Aires. Os seus antepassados foram conquistadores asturianos e militares da nossa Guerra da Independ\u00eancia [\u2026] Criou-se no campo, que conheceu e amou minuciosamente. Aos vinte anos, cursados j\u00e1 os seus estudos universit\u00e1rios, foi para Buenos Aires, que lhe daria o que talvez lhe faltara: o di\u00e1logo filos\u00f3fico e liter\u00e1rio. No Ateneu tivo amizade com Dario (Rub\u00e9n Dario). Filiado ao partido socialista, publicou violentos artigos em A Montanha, que derivou o seu nome duma das bandeiras estremas da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Foi companheiro de Jos\u00e9 Ingenieros, de Justo B. Justo e de Macedonio Fern\u00e1ndez. Em 1897 deu ao prelo o seu primeiro livro de versos As montanhas do ouro, onde advertimos a influ\u00eancia de Hugo (Vitor Hugo) e, qui\u00e7\u00e1, de Almafuerte. Este, facilmente iracundo, n\u00e3o agradeceu essa proba de admira\u00e7\u00e3o e dixo: \u00abLugones quer rugir, mas n\u00e3o pode. \u00c9 um Almafuerte para senhoras\u00bb.Foi professor de literatura no Col\u00e9gio Nacional e, depois, ouvidor de escolas. Desde 1914, dirigiu em Paris a Revue Sud-Am\u00e9ricaine. Professou entre outros o amor da Gr\u00e9cia e o amor da Fran\u00e7a. Sempre lhe interessou a teosofia, cuja influ\u00eancia \u00e9 not\u00e1vel nos seus dous livros de relatos As for\u00e7as estranhas (1906) e Contos fatais (1924), mas converteu-se, nos seus \u00faltimos anos, \u00e0 f\u00e9 cat\u00f3lica, da que antes abominara. Foi diretor da Biblioteca do Mestre. Colaborava com regularidade em La Naci\u00f3n onde conheceu um dos seus contados amigos \u00edntimos, Alberto Gerchunoff. Outro foi o poeta menor Lu\u00eds Maria Jord\u00e1n. Fundou e presidiu a Sociedade Argentina de Escritores. Eu estava inimizado com ele; muito generosamente me incluiu na listagem dos vogais.<\/p>\n<p>Louvara-se sempre ser o marido mais fiel de Buenos Aires. A consci\u00eancia duma infidelidade o levou, contam, \u00e0 decis\u00e3o do suic\u00eddio. Esta causa n\u00e3o pode ter sido a \u00fanica. Nunca uma causa \u00e9 \u00fanica. Num quarto dum hotel do Tigre, que ainda se mostra aos curiosos, tomou num sol-p\u00f4r do ano 1938, uma dose de cianuro. N\u00e3o tivo tempo de repor o copo na mesa; o copo fixo-se anacos. Muito antes escrevera: \u00abDono o homem da sua vida,tamb\u00e9m o \u00e9 da sua morte\u00bb. Este conceito \u00e9 de \u00edndole pag\u00e3; podemos lembrar a Petr\u00f4nio, a S\u00eaneca e a Mishima.<\/p>\n<p>[\u2026]<\/p>\n<p>Um poeta n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 um art\u00edfice, algu\u00e9m que faz, embora um homem que sente com intensidade e complexidade. Para Lugones, o descobrimento dum livro ou dum estilo foi uma experi\u00eancia n\u00e3o menos capital que as outras que teceram a sua vida.<\/p>\n<p>[\u2026]<\/p>\n<p>A obra de Lugones \u00e9 uma das m\u00e1ximas aventuras do castelhano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>NOTA MINHA.- Tentei, ao traduzir o poema, manter, dentro do poss\u00edvel, as rimas consoantes e a musicalidade do verso. Poucas vezes pude consegui-lo. Onde n\u00e3o foi poss\u00edvel substitui as rimas ricas por assoantes e, \u00e0s vezes, por ecos de rimas. Espero que o leitor saiba me perdoar estes deslizes da minha fraqueza.<\/p>\n<p>Sempre agradecido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O SOLTEIR\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>I<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Longas brumas violetas<\/p>\n<p>Flutuam no rio gris,<\/p>\n<p>E al\u00e9m nas docas quietas<\/p>\n<p>Sonham escuras goletas<\/p>\n<p>Com um long\u00ednquo pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O arraial solit\u00e1rio<\/p>\n<p>Tem a noitinha a seus p\u00e9s,<\/p>\n<p>E trema o seu campan\u00e1rio<\/p>\n<p>Como vapor vision\u00e1rio<\/p>\n<p>Desse desenho holand\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O crep\u00fasculo perplexo<\/p>\n<p>Entra a uma alcova glacial,<\/p>\n<p>Em cujo emba\u00e7ado espelho<\/p>\n<p>Com esquivado reflexo<\/p>\n<p>Turva a \u00e1gua do cristal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O leito branco se gela<\/p>\n<p>Junto ao sinistro ba\u00fa,<\/p>\n<p>Na tachola enferrujada<\/p>\n<p>a aguarela avelhantada<\/p>\n<p>Quadrada de felpo azul.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No cabide do arm\u00e1rio,<\/p>\n<p>O crucificado frac<\/p>\n<p>Exala um fenol severo,<\/p>\n<p>E sobre o largo tinteiro<\/p>\n<p>Pensa um busto de Balzac.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A brisa que vem das campas,<\/p>\n<p>Com alento de malvela,<\/p>\n<p>Abala teias de aranha<\/p>\n<p>Que s\u00e3o imensas pestanas<\/p>\n<p>Da desusada cancela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>L\u00e1, entre as nuvens rosas<\/p>\n<p>Atr\u00e1s v\u00e3o as andorinhas<\/p>\n<p>De invis\u00edveis mariposas,<\/p>\n<p>Tra\u00e7am letras misteriosas<\/p>\n<p>Como dando despedidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E na alcova solit\u00e1ria,<\/p>\n<p>Sobre um co\u00e7ado sof\u00e1<\/p>\n<p>Duma seda centen\u00e1ria,<\/p>\n<p>Junto a sua estufa\u00a0 prec\u00e1ria<\/p>\n<p>Meditando um home \u00b4st\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Deitado em postura inerte<\/p>\n<p>Masca sua pipa de ev\u00f3nimo.<\/p>\n<p>E naquela calma adverte<\/p>\n<p>O que perto est\u00e1 a morte<\/p>\n<p>Do sil\u00eancio do rel\u00f3gio!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na sua garganta resseca<\/p>\n<p>Grunhe uma biliosa fez,<\/p>\n<p>E sob a sua frente oca<\/p>\n<p>A verde e negra enxaqueca<\/p>\n<p>Manobra um longo xadrez.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nem gorjeio de alegrias!<\/p>\n<p>Nem clamor de tempestade!<\/p>\n<p>Como nas covas sombrias,<\/p>\n<p>L\u00e1 no fundo de seus dias<\/p>\n<p>Boceja uma soidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E com desmaios estranhos,<\/p>\n<p>Na sua confusa vis\u00e3o<\/p>\n<p>De ins\u00edpidos desenganos,<\/p>\n<p>V\u00ea chegar os grandes anos<\/p>\n<p>Com suas cargas de algod\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>II<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A inveros\u00edmil dist\u00e2ncia<\/p>\n<p>H\u00e1 um violino no meio,<\/p>\n<p>Ressuscitando na est\u00e2ncia<\/p>\n<p>Como uma ancestral fragr\u00e2ncia<\/p>\n<p>Do fumo daquele t\u00e9dio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E o homem pensa. A sua vista<\/p>\n<p>Lembra das rosas em flor<\/p>\n<p>Dum sombreiro de estilista&#8230;,<\/p>\n<p>Aquele pano de batista&#8230;,<\/p>\n<p>Nas travessas&#8230;, e no c\u00f3s&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E o duelo em praia deserta:<\/p>\n<p>Um&#8230;, dous&#8230;, tr\u00eas&#8230;E o esplender<\/p>\n<p>Duma montada pistola&#8230;<\/p>\n<p>E o som grave da onda<\/p>\n<p>Convidando a bem morrer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E ao dar \u00e0 crian\u00e7a inquieta<\/p>\n<p>A reconquistada flor<\/p>\n<p>Pola persiana discreta,<\/p>\n<p>Sentiu-se her\u00f3i e poeta<\/p>\n<p>Por uma gra\u00e7a do amor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Epital\u00e2mios de flores<\/p>\n<p>A dita escreveu a dois,<\/p>\n<p>E assim nas tardes de cores<\/p>\n<p>Souberam desses amores<\/p>\n<p>Celestiais&#8230; E depois&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agora uma vaga espinha<\/p>\n<p>Lhe pun\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>Se sua coquete vizinha<\/p>\n<p>Tira a sua breve botinha<\/p>\n<p>Polos ferros do balc\u00e3o;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E se com voz pura e tersa,<\/p>\n<p>A garota do arraial<\/p>\n<p>Na sua mal\u00edcia perversa,<\/p>\n<p>Temas picantes conversa<\/p>\n<p>Com o can\u00e1rio jovial;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Surge no triste percal\u00e7o<\/p>\n<p>Dessa trag\u00e9dia banal:<\/p>\n<p>A noiva&#8230;, a flor&#8230;, o lan\u00e7o&#8230;,<\/p>\n<p>Vinte anos conta o roman\u00e7o.<\/p>\n<p>Turgueniev tem um tal qual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que triste era a sua mirada,<\/p>\n<p>Que iluminada a sua f\u00e9<\/p>\n<p>E que leve a sua pisada!<\/p>\n<p>Porque a deixou olvidada?<\/p>\n<p>Se j\u00e1 n\u00e3o sabe o porqu\u00ea!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>III<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>L\u00e1 no desolado rio<\/p>\n<p>Grisa-se o tom pon\u00e7\u00f3<\/p>\n<p>Do crep\u00fasculo sombrio,<\/p>\n<p>Como um imperial fastio<\/p>\n<p>Sobre um outono de gr\u00f3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E o homem medita. \u00c9 ela<\/p>\n<p>A vis\u00e3o triste que tinha<\/p>\n<p>De remoto nimbo sa\u00edda;<\/p>\n<p>Uma estragada donzela<\/p>\n<p>Que lhe est\u00e1 aguardando ainda..<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vago pavor lhe amedronta,<\/p>\n<p>Vai escrever-lhe por fim<\/p>\n<p>Desde o nirvana que enfronta&#8230;<\/p>\n<p>A carta sair\u00e1 pronta<\/p>\n<p>E na carta ir\u00e1 um jasmim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pluma em seus dedos pega;<\/p>\n<p>J\u00e1 a folha tem a doblez;<\/p>\n<p>Sua alma no azul navega.<\/p>\n<p>Em vinte anos de brega<\/p>\n<p>Escrever\u00e1 \u201cteu\u201d outra vez.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 trunca n\u00b4amb\u00edgua<\/p>\n<p>Sua confid\u00eancia de amor<\/p>\n<p>Sobre esta vitela ex\u00edgua.<\/p>\n<p>Se essa carta \u00e9 muito antiga!&#8230;<\/p>\n<p>J\u00e1 est\u00e1 turvo o borr\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ter\u00e1 seu deleite louco,<\/p>\n<p>Brancas sedas de amizade<\/p>\n<p>Pra esconder seu \u00edgneo fogo.<\/p>\n<p>E a gente rir\u00e1 um pouco<\/p>\n<p>Desses noivos doutra idade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela, a velhinha em seu leve<\/p>\n<p>Candor de virgem senil,<\/p>\n<p>Ser\u00e1 um alabastro breve.<\/p>\n<p>Sua aristocracia de neve<\/p>\n<p>Nevar\u00e1 um tardio abril.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As suas c\u00e3s, paz suprema,<\/p>\n<p>Pola alcova sororal<\/p>\n<p>Dar\u00e3o odor de alfazema,<\/p>\n<p>E estar\u00e1 na suave gema<\/p>\n<p>Do fino dedo o dedal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cochichar\u00e1 r\u00e1s do solo<\/p>\n<p>Sua en\u00e1gua um vago fru-fru,<\/p>\n<p>E com af\u00e1vel consolo<\/p>\n<p>Acolher\u00e1 no veludo<\/p>\n<p>Sua eleg\u00e2ncia de bambu!&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim vai o homem sonhando<\/p>\n<p>Dentro do aposento aquel,<\/p>\n<p>E o seu sonho \u00e9 doce e brando;<\/p>\n<p>Mas a noite vai chegando<\/p>\n<p>E ainda est\u00e1 branco o papel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a sua vis\u00e3o de aurora,<\/p>\n<p>Um tenebroso cresp\u00e3o<\/p>\n<p>Os contornos descolora,<\/p>\n<p>Pois a noite vencedora<\/p>\n<p>Se lhe entrou no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E como enturvada espuma,<\/p>\n<p>Uma ideia triste vai<\/p>\n<p>Emergindo da sua bruma:<\/p>\n<p>Que bolorenta est\u00e1 a pluma!<\/p>\n<p>A pluma n\u00b4escreve j\u00e1!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/k46.kn3.net\/taringa\/0\/5\/5\/2\/C\/B\/matacristo\/7FF.jpg\">http:\/\/k46.kn3.net\/taringa\/0\/5\/5\/2\/C\/B\/matacristo\/7FF.jpg<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das minhas tradu\u00e7\u00f5es UM POEMA DE LEOPOLDO LUGONES TRADUZIDO PARA O GALEGO DUMA EDI\u00c7\u00c3O DE JORGE LU\u00cdS BORGES. &nbsp; 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